Thursday, September 02, 2004
mar vermelho

falo mas ninguém acredita
o capitalismo é o demônio
materialismo e egoísmo aos extremos
império do homem contra o homem
exploração, escravidão, morte
por que, por que as as pessoas não vêem?
maldita lavagem cérebro-cultural
não há outra saída
fanático é quem não quer a revolução
é quem acredita num sistema que já se concebeu viciado
infelizmente já nasci escravo
pudera eu libertar meu povo e - como moisés -
transpassar as águas deste mar -
vermelho de sangue.


Posted at 09:02 am by Brejeiro

Evy
August 17, 2005   09:02 PM PDT
 
Oi Cid! Vc já leu Psicopolítica?? Rapaz... vc vai enlouquecer com os absurdos que o Keneth Goff fala sobre o comunismo. Não vou falar nada pois quero que veja com os próprios olhos. Qualquer coisa a gente debate aos sábados, após a capoeira!kiekeiekie :)

Bjão
Pedro Augusto
September 11, 2004   12:03 PM PDT
 
Cid,
É evidente que o Capitalismo gera exclusão, que é tão maior quanto mais desorganizada e dependente for a economia do país em que se aplica. Minimizar a miséria, e possibilitar condições mínimas de sobrevivência e dignidade para os cidadãos, é a meu ver , dever fundamental do Estado. É o mínimo que se pode exigir dele: a manutenção da honra humana, por meio da intervenção (jurídica, principalmente).
A sua conclamação à revolução me fez lembrar o tempo em que eu ainda acreditava piamente que uma sociedade de iguais era viável; o que hoje considero totalmente inexeqüível por duas razões teóricas, e uma que, não obstante prática, é muito eloquente. Ei-las:
1) Nunca a humanidade concordará com uma sociedade universal de iguais. Na lógica mais tacanha, quem é mais preparado, inteligente, tenaz e trabalhador tende a não concordar em nivelar seu potencial por baixo, equiparando-se com gen. te reles e vagabunda. E, como dizia León Trótski com muita propriedade, de nada adiantaria uma revolução nacional, nos moldes stalinistas.
2) O mundo de hoje não comporta uma sociedade de iguais. Os recursos naturais e produtivos são muito limitados. Verbi gratia, posso citar um exemplo citado pelo professor Nilton Albuquerque: imagine 1 bilhão de Chineses com automóveis. Imagine -os abastecendo estes carros; lutando por espaço nas ruas, et coetera. Isso mostra como apenas um aspecto restritíssimo dessa sociedade de iguais poderia gerar um caos extraordinário. Imagine o que não se daria com o concurso de todos estes entraves.
O único caminho viável seria um regresso à condições de vida quase que medievais, o que é contra qualquer lógica possível, pois o homem, o monopolizador da razão dentre todos os animais, estaria regredindo em seu processo evolutivo, aceitando a mediocridade e se resignando a viver como um troglodita.
3) O exemplo prático: Toda tentativa de implantação de regimes igualitários acarretou derramamento de sangue em proporções catastróficas, ditaduras cruentas, restrição quase que total das liberdades individuais, aproximando-se muito do que se convencionou chamar de extrema direita nazi fascista.

Uma democracia liberal com viés Keysneano não seria uma via melhor?

ps.: As condições de implantação do tipo de sociedade imediatamente supracitada depende, logicamente, e dentre outras, das condições econômicas do país e de suas relações com os demais estados. Se se trata de um país quebrado e explorado vorazmente pelo FMI já são outros 500; Não pretendo propor aqui uma reformulação do direito internacional, que, decididamente, não é o meu forte :).

Abraços!
 

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